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Diabetes: o que há de novo e o que está por vir
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Descubra quais são as novidades sobre o diabetes.
www.selecoes.com.br - 05-11-2018
     
Não é exagero dizer que o diabetes é um caso de emergência na saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 16 milhões de brasileiros têm alguma forma da doença. O tipo 1, causado pelo ataque do sistema imunológico ao pâncreas, costuma atingir pessoas mais jovens e as acompanha a vida toda. O tipo 2 é mais comum e é consequência da resistência ao hormônio insulina, que faz o corpo absorver o açúcar do sangue. A Sociedade Brasileira de Diabetes estima que 40 milhões de brasileiros apresentem sintomas de pré-diabetes, ou seja, têm uma chance em dez de desenvolver o diabetes tipo 2 se não se tratarem.

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Mas eis a boa notícia: nos últimos anos, surgiu um número extraordinário de tratamentos promissores do diabetes, com medicamentos, soluções cirúrgicas e aparelhos de alta tecnologia. Ainda é cedo para declarar a vitória, mas essas descobertas oferecem aos portadores de diabetes estratégias vencedoras hoje e esperança no futuro. Aqui estão seis dessas soluções que já existem ou estão a caminho.

Para o pré-diabetes
◊ O Programa de Prevenção do Diabetes
O que é?
No ano passado, Pamela Hancock, 67 anos, de Northwich, na Inglaterra, não pensaria duas vezes antes de jantar dez ou mais batatas assadas na banha ou comer uma fatia enorme de bolo de chocolate na sobremesa. “Eu conhecia a alimentação saudável, mas, com o passar dos anos, os pratos foram ficando cada vez mais cheios”, diz.

Há seis meses, seu médico, temendo que o excesso de peso e a hipertensão arterial de Pamela significassem risco de diabetes, pediu-lhe que participasse do Programa de Prevenção do Diabetes do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido. O programa visa ajudar pessoas com pré-diabetes a comer melhor, exercitar-se mais e emagrecer o suficiente para reduzir o perigo de a doença avançar para o diabetes tipo 2.

“O programa me ajudou a perder bastante peso, pouco mais de doze quilos, e ainda estou emagrecendo”, diz Pamela. “Estou cuidando de controlar as porções no prato. Agora como três ou quatro batatas assadas. E muito menos bolo de chocolate, com menos frequência.”
Como funciona?
O Programa de Prevenção do Diabetes do Reino Unido segue o modelo de estudos de referência americana e estabelece metas para as pessoas com risco de desenvolver diabetes tipo 2: uma perda modesta de 7% do peso no período de nove meses e um mínimo de 150 minutos semanais de exercício. “Está comprovado que, com mudanças relativamente simples do estilo de vida, pode-se reduzir o risco de ter diabetes em até 58%”, diz Stephen Lawrence, clínico geral e professor da Escola de Medicina de Warwick. “Isso não envolve nenhuma medicação.”

Controlar o tamanho das porções e reduzir a gordura são fundamentais. “As células adiposas, principalmente as do abdome, liberam hormônios que aumentam o risco de diabetes”, diz David Nathan, professor da Escola de Medicina de Harvard e diretor do Centro de Diabetes do Hospital Geral de Massachusetts. “Só é preciso emagrecer um pouco para reduzir o risco. Descobrimos que a perda de um quilo apenas baixa em cerca de 16% a probabilidade de diabetes num período de três anos.”

◊ Metformina
O que é?
Pesquisas comprovam que esse fármaco diminui a incidência de diabetes tipo 2 em pessoas com redução da tolerância à glicose. Ela é amplamente receitada nos EUA para pessoas com pré-diabetes. Mas, em muitos países europeus, a metformina não foi aprovada para prevenção da doença. “Meu palpite é que o uso ‘extrabula’ seja relativamente comum, mas não tenho dados concretos sobre isso”, diz a Dra. Gojka Roglic, diretora médica da Organização Mundial da Saúde em Genebra, cuja área de especialização inclui o diabetes.

Como Funciona?
A metformina reduz a glicemia baixando a quantidade de açúcar proveniente do fígado. Um estudo feito em 2017 na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, mostrou que ela diminui em 18% o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no período de quinze anos.

Leia também: A resistência à insulina não é o pré-diabetes
Para diabetes tipo 2
◊ Cirurgia metabólica
O que é?
Redirecionar o sistema digestivo com a cirurgia de bypass gástrico (assim chamada porque cria um estômago menor e uma ponte que contorna parte do intestino delgado) ou com uma banda gástrica (que reduz em cerca de 80% o tamanho do estômago) é uma solução drástica para o diabetes. Afinal de contas, é uma cirurgia de grande porte, com risco pequeno – mas real – de complicações como infecção, hemorragia e problemas gastrointestinais. Também não é uma solução que funcione totalmente isolada.

Como funciona?
Reduzir o tamanho do estômago facilita, para o paciente, manter as porções menores – mas também é fortemente recomendado que as pessoas adotem uma alimentação saudável. Novas pesquisas mostram que a cirurgia traz benefícios seguros e duradouros, principalmente em pessoas com diabetes diagnosticado há pouco tempo, como John (nome alterado para manter a privacidade), 37 anos, americano que mora na Alemanha e descobriu a doença há três anos. Seu médico sugeriu a ponte gástrica quando John pesava 107 quilos e tinha colesterol alto e hipertensão.

“Por ser jovem, eu esperava simplesmente passar o resto da vida tomando comprimidos que tratassem os sintomas, mas que causavam seus próprios problemas”, diz John. “Mesmo que mantivesse a glicemia sob controle, o diabetes tipo 2 ainda causa danos e, francamente, nunca seria curado.”
Quatro meses depois da cirurgia de ponte gástrica, John perdeu 24 quilos e parou de tomar medicamentos para diabetes, colesterol e hipertensão. Sua glicemia está na faixa normal e saudável. “Sou muito mais feliz e desfruto de mais saúde do que antes da cirurgia”, diz ele. “Não entrei nessa para emagrecer, mas esse é um ótimo efeito colateral.”

A pesquisa mostrou que as pessoas que fazem a cirurgia até cinco anos depois do diagnóstico de diabetes tipo 2 têm 70% a 75% de probabilidade de remissão completa.



“Quando tem três ou quatro anos, o diabetes pode entrar em remissão em poucas semanas, mas, se já tiverem se passado dez anos, a recuperação do paciente levará mais tempo e talvez não aconteça”, diz o Dr. Rudolf Weiner, cirurgião de John, professor de cirurgia do Hospital Sachsenhausen de Frankfurt e presidente da Sociedade Alemã de Cirurgia Bariátrica. “As pessoas viverão mais e terão mais qualidade de vida, livres de medicamentos e complicações.”

Em 2016, mais de 45 entidades médicas endossaram a cirurgia bariátrica para portadores de diabetes e obesidade moderada a grave. Para muitos, os primeiros passos no combate ao diabetes deveriam ser as mudanças de estilo de vida, seguidas por medicamentos, caso necessário.

“Para quem tem IMC de 40, não faz sentido começar uma experiência de emagrecimento; a cirurgia é mais adequada”, diz o Dr. Weiner. “IMC abaixo de 35? Essa pessoa tem uma boa probabilidade de atingir a meta. Se não conseguir, também pode fazer a cirurgia.”

◊ Medicamentos de uso duplo
O que são?
Os comprimidos que combinam dois medicamentos de combate ao diabetes se tornaram mais comuns. A disponibilidade de medicamentos específicos varia de um país a outro, mas combinações de remédios contra o diabetes já se encontram disponíveis também no Brasil. A tendência permite aos pacientes tomar menos comprimidos, o que facilita seguir as orientações do médico.

“O paciente pode precisar de três medicamentos diferentes para o diabetes”, diz Lawrence, “sem falar que talvez já esteja tomando remédios para hipertensão e colesterol.”

Como funcionam?
O tratamento dois em um está se tornando rapidamente um padrão para o diabetes tipo 2. Hoje, até 43% dos pacientes tomam dois ou mais remédios, segundo um estudo internacional recente dos tratamentos médicos de 70.657 pessoas com diabetes tipo 2. Esses medicamentos ajudam os pacientes a ter uma vida mais saudável.

“Estudos bem conhecidos mostram que, quando é possível reduzir o número de medicamentos que os pacientes têm de tomar, a adesão ao tratamento aumenta”, diz Lawrence.

Você pode se interessar por: Diabetes: conheça os principais tipos e as suas diferenças
Para diabetes tipo 1
◊ O pâncreas artificial
O que é?
Quando esquia, pratica snowboard ou pedala nas montanhas, Anthony Tudela, 44 anos, de Vizille, na França, não tem mais medo de que o esforço físico intenso provoque queda do açúcar no sangue, a chamada hipoglicemia. Desde 2017, ele usa o sistema experimental Diabeloop DBLG1, um pâncreas artificial que mede sua glicemia de cinco em cinco minutos e a mantém constantemente no nível desejado.



Quando planeja praticar algum esforço físico ou comer algo, Tudela insere os dados na interface do Diabeloop no celular. Então o pâncreas artificial ajusta adequadamente o nível de insulina. O aparelho verifica a glicemia regularmente, e, se Tudela calcular errado, não sofrerá as consequências. “Posso comer açúcar imediatamente e, quinze minutos depois, a glicemia está normal”, diz Tudela, diagnosticado com diabetes tipo 1 quando tinha 7 anos.

Antes de receber o pâncreas artificial, a glicemia de Tudela só se mantinha no nível certo 30% ou 40% do tempo. Sua hemoglobina glicada (A1C) variava entre 11% e 12%, e ele sofria de hipoglicemia regularmente.

Com o pâncreas artificial, a glicemia de Tudela fica no nível certo 76% do tempo. A hemoglobina glicada caiu para 7,5%, e ele não tem mais hipoglicemia, porque o aparelho mantém o nível de açúcar no sangue sob controle estrito.

“Com esta máquina, eu me sinto livre; posso viver como se não fosse portador de diabetes”, diz Tudela. “Mas é preciso confiar no aparelho. Durante décadas, você se acostuma à ideia de que tem de controlar a doença, de que o controle depende de você. Agora, de repente, o aparelho é responsável. É preciso relaxar, e isso não é tão fácil assim.”
O sistema de pâncreas artificial de Tudela é experimental e ainda não se pode comprá-lo, mas isso deve mudar logo. A Diabeloop está no processo de levar ao mercado o sistema DBLG1, que deve estar disponível comercialmente dentro de alguns meses.

Como funciona?
Exatamente como um pâncreas humano saudável, o sistema do pâncreas artificial acompanha automaticamente os níveis de glicemia. Ele usa um dispositivo chamado monitor contínuo de glicose e uma bomba de insulina, que processa os dados para injetar a quantidade correta do hormônio o dia inteiro. Isso reduz a necessidade de picar o dedo, medir a glicemia, tomar injeções de insulina e ter de programar manualmente a bomba.

“As bombas de insulina não têm inteligência. Elas só fornecem insulina de acordo com o programa desenvolvido pelo endocrinologista”, diz Pierre-Yves Benhamou, chefe do Departamento de Endocrinologia e Diabetologia do Centro Hospitalar da Universidade de Grenoble, na França, e integrante da equipe médica que desenvolve o Diabeloop. “O sistema DBLG1 desenvolvido pela Diabeloop é completamente diferente. A quantidade de insulina fornecida ao paciente se adapta o tempo todo à sua glicemia.”



Todos os estudos clínicos até agora foram feitos em adultos com diabetes tipo 1, mas a próxima pesquisa incluirá pacientes pediátricos. A meta é, finalmente, regular a glicemia e reduzir o risco de hipoglicemia em todos os pacientes tipo 1.

◊ Transplante de ilhotas pancreáticas
O que é?
Não era raro que Richard Lane, 75 anos, de Beckenham, na Inglaterra, recuperasse a consciência no pronto-socorro depois de entrar em coma induzido por hipoglicemia. Ele recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1 em 1976 e, até 2004, tinha pouco ou nenhum aviso de que a hipoglicemia estava chegando.

“A vida era absolutamente horrível”, diz Lane, primeiro embaixador e ex-presidente da entidade Diabetes UK. “Eu acordava em vários hospitais. Minha mulher tinha uma vida muito difícil, porque, quando eu saía de casa, ela sabia que poderia receber mais um telefonema do serviço de ambulância.”
Em 2004, Lane sofria quatro a seis hipoglicemias graves por semana, a maioria delas sem aviso. Quando o médico lhe ofereceu a oportunidade de recuperar os avisos de hipoglicemia com um tratamento experimental chamado transplante de ilhotas pancreáticas, ele aceitou.

As células das ilhotas do pâncreas produzem insulina; quando morrem, o resultado é o diabetes tipo 1. Será que transplantar novas células de ilhotas saudáveis resolveria o problema? Os transplantes de células de ilhotas podem ser feitos em muitos países, inclusive no Brasil (o primeiro foi realizado em 2002, no Hospital Israelita Albert Eisntein, em São Paulo).



Lane recebeu três transplantes de células de ilhotas em 2004 e 2005. Em poucos meses, ele se tornou a primeira pessoa do Reino Unido com diabetes tipo 1 a parar de tomar insulina como resultado direto dos transplantes. Um ano depois, precisou voltar à insulina e, após mais alguns anos, as células transplantadas morreram. Mas Lane é grato pelos transplantes.

“O principal propósito do tratamento não era que eu parasse de tomar insulina; era, na verdade, trazer de volta os alertas de hipoglicemia”, diz Lane. “Ainda tenho meus alertas. Portanto, ainda me beneficio imensamente do tratamento.”

Como funciona?
Os transplantes de células de ilhotas não servem para todo mundo. “Só pensamos em transplantes de ilhotas quando os pacientes já tentaram os melhores tratamentos convencionais”, diz o professor Paul Johnson, diretor do programa de transplante de células de ilhotas da Universidade de Oxford. “É preciso que tenham sido tratados com as melhores e mais modernas insulinas e bombas de insulina disponíveis e, mesmo assim, continuem sofrendo de hipoglicemia sem aviso.”

O procedimento é muito menos invasivo do que um transplante total do pâncreas: pela veia porta, as células de ilhotas são injetadas no fígado, onde começam a funcionar como funcionariam no pâncreas. (As células de ilhotas não são transplantadas no pâncreas porque o risco de complicações é elevado.)

“Não é uma cirurgia de grande porte”, diz Johnson. “É como pôr um soro intravenoso. No Reino Unido, quase todos os transplantes de ilhotas são feitos no departamento de radiologia, com o paciente ainda acordado, mas com uma injeção de anestésico local no fígado e alguma sedação.”
A maioria dos pacientes precisa de dois transplantes consecutivos para assegurar a eficácia do procedimento e a duração das ilhotas. (As células podem durar muitos anos, mas tendem a funcionar por três a cinco anos.) Os pacientes que recebem transplantes de células de ilhotas necessitam tomar medicamentos contra a rejeição (imunossupressores), que têm diversos efeitos colaterais, pelo resto da vida.

Muitos pacientes podem parar de tomar insulina por algum período. Num estudo recente, quando 48 pessoas cujo diabetes tipo 1 era dificílimo de controlar (com episódios potencialmente fatais de hipoglicemia) receberam transplantes de células de ilhotas, 52% delas tinham glicemia saudável sem insulina um ano depois.

“Mesmo quando o paciente ainda precisa de insulina”, diz Johnson, “o transplante pode salvar vidas, em termos de prevenção da morte súbita causada pela hipoglicemia não detectada e da melhor qualidade de vida com a prevenção de complicações como cegueira, insuficiência renal e doença cardíaca, resultantes da hiperglicemia não controlada.

Por Lisa Fields
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APdoBanespa - 08/11/2018

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