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EMPREGO E EMPRESA - 03
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Um vendedor ambulante, que também era um tanto humorista, ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande: indigência léxica. Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina, e saiu ao mercado para cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie, instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina, na qual se lia: Histriônico - Apenas R$ 0,50. Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse:
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico, a cinqüenta centavos, como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de histriônico?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
- O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface, ela acaba apodrecendo na geladeira, terá de jogá-la fora, e o feijão caruncha.
- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira, dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa, ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto, se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que, para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe!
- Profaço.
- Está me enrolando, não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também evasivas.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus!
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?!
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas, como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- Quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
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Sempre tive vontade de conhecer essa tal de Daslu. Já que estava em São Paulo, por que não ir? Depois que me disseram que lá não existe nenhuma peça que custe menos de três dígitos, resolvi dar uma de São Tomé e ver para crer. A entrada já foi um problema. O segurança perguntou pelo meu carro ou motorista. Quem já foi, sabe muito bem: na Daslu - acreditem! - não se entra a pé, somente motorizado. Fingi que não era comigo, e entrei. Fui recepcionado por uma loira escultural com sorriso de anúncio de dentifrício, uma sósia escrita e escarrada da Ana Hickman, com direito a 1,30m de pernas, chapinha no cabelo, olhos azuis e muito mais.
- Where are you from?
- Belém do Pará.
- I beg your pardon!
Tava na cara que eu não era paulistano. Mas daí a me confundir com gringo, já é demais. Eu lá tenho cara de estrangeiro!? Como um cão sabujo, aonde eu ia, ela ia atrás. Dos milhares de itens que admirei boquiaberto, um em particular me encantou: uma bolsa tiracolo prata, pra lá de maneira, que imaginei que coubesse no meu orçamento. Ressabiado, indaguei o preço.
- Nove, apenas nove. E o senhor pode dividir em três vezes no cartão.
- Nove o quê?
- Nove mil.- Égua!
A pequena ficou tão assustada com minha reação, que cheguei a pensar que fosse - chamar os seguranças. Mas, não. Acho que ela sacou que daquele mato não sairia cachorro, no máximo um carrapato. Fechou a cara, deu meia-volta e sumiu. Já que estava na chuva, resolvi me molhar. Entrei num salão onde só tinha Armani. Como já estava enturmado, perguntei o preço de um “vestidinho” de festa. Adivinhem: 100.000 pilas. Uma estola de zibelina? 60.000. Fico imaginando quantos bichinhos foram sacrificados para esquentar o lombo de uma madame. Um blazer Ermenegildo Zegna (isso lá é nome de grife?), 13.000. Um óculos Gucci, 4.500. Uma cuequinha básica do Valentino, 260. Com direito a ouvir essa pérola do vendedor:
- Leve logo meia dúzia, tá na promoção!
Posso imaginar quanto ela custava antes. Na adega climatizada não foi diferente. Um Romaneé-Conti, safra 2000 (aquele do Lula) estava por módicos 8.000 reais. Uma garrafa de Johnnie Walker Blue, envelhecida 80 anos (uma das raras existentes no planeta), 55.000.
Fiz as contas, e verifiquei que no final saí no lucro. Charlei, vi gente famosa, coisas bonitas, tomei mineral Badoit, capuccino, Prosecco, champanhe Taittinger, fartei-me de canapés, foi gras, blinis com caviar (não era Beluga). Sou duro, mas sei o que é bom. Até confit de canard eu tracei. De quebra, profiteroles e apetitosos bombons trufados. As horas passaram voando. Minha acompanhante finalmente apareceu, e perguntou:
- Vamos almoçar?
- Almoço?! Estou almoçado e jantado!
Depois de conhecer quase tudo, descobri que a Daslu é uma espécie de zoológico sem grades. Só que os bichos somos nós: Eu e você. Tendo acabado, me esparramei num confortável sofá. Enquanto esperava o resto da turma chegar, abri um livro e relaxei. Mal virei a segunda página, dois novos ricos falando alto, com mais sacolas do que mãos, sentaram ao meu lado, esnobando:
- Amanhã vamos para o nosso haras em Catanduva. O reveillon será no Guarujá.
Me deu uma raiva... Peguei meu celular e resolvi mentir um pouco:
- Fulano, não encontrei nenhum summer para o reveillon... Abastece o jatinho, partimos amanhã cedo para Paris... Essa Daslu tá um lixo!
A cara que os dois fizeram, não tem preço.
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Nos Estados Unidos, um pastor estava visitando os seus paroquianos. Em uma das casas, pareceu-lhe evidente que havia gente em casa, mas ninguém apareceu, apesar dos seus insistentes toques de campainha. Ele tomou então um cartão de visita, escreveu no verso Revelação, 3:20, e deixou o cartão debaixo da porta. Quando foi examinar as espórtulas, após o culto dominical, notou que seu cartão havia sido devolvido com este acréscimo: Gênesis, 3:10. Foi conferir na Bíblia, e deu uma gargalhada ao obter o esclarecimento:
- Veja, eu bati na porte e esperei! (Revelação, 3:20).
- Ouvi a tua voz no jardim, mas tive medo, pois estava nu (Gênesis, 3:10).
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O condenado à morte esperava a hora da execução, quando chegou o padre:
- Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você.
- Perda de tempo, seu padre. Daqui a pouco vou falar com Ele, pessoalmente. Algum recado?
 

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Nº 123774   -    enviada por     Álvaro Pozzetti de Oliveira   -   Bauru/     em   04/07/2016


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