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DICAS DE SAÚDE
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Depressão pós-AVC
Enviada em 19/01/2018 por     Álvaro Pozzetti de Oliveira

Depressão pós-AVC é tratada com eletricidade em pesquisa da USP
GABRIELA MALTA DE SÃO PAULO 13/07/2015
Pesquisadores da USP mostraram que é possível tratar casos de depressão pós-AVC (acidente vascular cerebral) com uma técnica indolor e de baixo custo, que envolve passagem de corrente elétrica pelo cérebro do paciente. É a estimulação craniana com corrente elétrica contínua.

Durante a estimulação, ainda em fase experimental, a corrente elétrica entra no cérebro do paciente por meio de um eletrodo colocado em um dos lados da cabeça, atravessa o cérebro, e sai por um outro eletrodo, do outro lado. Uma bateria simples, de 9 volts, alimenta o circuito.

Os pesquisadores da USP recrutaram 48 pacientes que estavam com depressão depois de terem sofrido um AVC e dividiram esses pacientes em dois grupos: 24 pessoas receberam a estimulação ativa por 30 minutos ao dia, durante 10 dias; os outros 24 (grupo placebo) tinham a mesma rotina dos outros pacientes mas neles o aparelho funcionava apenas pelo período de 30 segundos.

A aplicação aconteceu no Hospital Universitário da USP, na zona oeste de São Paulo, entre os 2012 e 2014.

Além da aplicação na depressão pós-AVC, a estimulação com corrente elétrica contínua (ECEC) está sendo testada contra dor crônica, enxaqueca, epilepsia e fibromialgia –com resultados preliminares positivos. Em testes contra a esquizofrenia, os resultados foram ainda mais animadores.

No caso do estudo da depressão pós-AVC, 38% dos pacientes tratados tiveram melhora clínica e apresentaram bons resultados em mais de metade dos sintomas da depressão. No grupo placebo, apenas 4% dos pacientes melhorou. Eles realizaram o mesmo tratamento do grupo ativo após o término da pesquisa.

O tratamento não inclui antidepressivos, que apresentam efeitos colaterais como tontura, náuseas, e boca seca.

"No caso dos pacientes que têm AVC, que já estão fragilizados, esses efeitos colaterais são muito pouco tolerados", disse Andre Brunoni, coordenador do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação do Instituto de Psiquiatria da USP e um dos autores do estudo.

O trabalho foi apresentado do Congresso da Sociedade de Psiquiatria Biológica, em Toronto, em maio deste ano.

Cerca de um terço das pessoas que sofreram AVC apresentam depressão como uma complicação do episódio. Apesar disso, a relação entre os eventos não é totalmente clara. Uma hipótese é a de que as sequelas e a debilidade do paciente contribuem para o desenvolvimento da depressão.

Metade dos pacientes com depressão pós-AVC tratados com a estimulação não tiveram recaída de nenhum dos sintomas. É o caso de Angelina dos Santos, 43, que sofreu um AVC há quatro anos e teve depressão como uma complicação. "Não tinha forças para nada. Quando tinha que ir ao médico me sentia como se tivesse que atravessar o oceano", disse ela.

Quando a equipe de Brunoni e Leandro Valiengo (outro autor do estudo) entrou em contato com ela sobre o tratamento, ela aceitou participar e agora não sente mais os sintomas da depressão.

A corrente contínua é aplicada no paciente acordado, sem anestesia e não apresenta nenhum efeito colateral sério. "Nos primeiros minutos da aplicação, os pacientes sentem um leve formigamento na cabeça, parecido com alguns aparelhos de fisioterapia", diz Valiengo.

O aparelho utilizado é simples de ser fabricado, pode ser portátil e custa cerca de R$ 1.000.

TÉCNICAS

Existem outros tratamentos para a depressão que dispensam medicação. A eletroconvulsoterapia, conhecida como eletrochoque, e a estimulação magnética são outras possibilidades já aprovadas para uso no país.

Na eletroconvulsoterapia os eletrodos induzem uma corrente elétrica no cérebro com o paciente anestesiado. É indicada para depressão profunda e para pacientes que não respondem ao tratamento convencional.

"É eficaz, mas ainda sofre um pouco de estigma negativo, porque antigamente o paciente não era anestesiado, e causa alguns efeitos colaterais na memória", diz Valiengo.

Já a estimulação magnética é indolor e, como a ECC, não requer anestesia.

Uma bobina, que é apoiada na cabeça do paciente, gera um campo magnético que afeta os neurônios, ativando-os ou inibindo-os. O aparelho de estimulação magnética, porém, pode custar até 20 vezes mais que o de corrente contínua, conta Valiengo.

NOVOS TESTES

Os pesquisadores que testaram o uso de corrente elétrica contínua para tratar depressão pós-AVC (leia texto ao lado) estão agora recrutando pessoas para novas pesquisa para tratar depressão e esquizofrenia.

Para a primeira, os voluntários devem estar em um episódio depressivo (mesmo sem ter sofrido AVC) para poder participar dos testes, que vão comparar diretamente a estimulação elétrica com antidepressivos.

A ideia é comparar a eficácia das duas abordagens terapêuticas e saber, entre outras coisas, quando uma é melhor que a outra.

Na outra pesquisa, pessoas que tenham esquizofrenia podem participar de um protocolo que vai comparar a estimulação elétrica com placebo para o alívio de sintomas que não apresentam melhora.

Para participar ou pedir mais informações, os candidatos devem entrar em contato com os pesquisadores pelos emails: pesquisa.depressao@gmail.com ou pesquisa.esquizofrenia@gmail.com


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