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BADERNA - Eu sei que você sabe, mas... você se lembra?
Enviada em 24/04/2018     por     Antônio Pelegrino

Origem da palavra baderna
Baderna: linda confusão com nome de mulher
Por xicosa 17/07/13

O papa xará está chegando ao Brasil. As “vadias” do Rio prometem escandalosa marcha contra a vossa santidade etc. Será? Tomara. Aprecio uma baderna. Só crescemos na baderna. Desde que os índios caetés de Alagoas comeram vivo o Bispo Sardinha até hoje.

A antropofagia inventou a ideia de Brasil. No tempo em que comer gente ainda não era essa sacanagem toda que bem conhecemos.

Baderna, teu nome é mulher.
Donde me lembro da origem deste substantivo que também pode ser adjetivado de acordo com as intenções de classe, cor, origem ou credo: baderna. É o novo caiowáa como sobrenome nas redes sociais depois do incêndio junino nas ruas. Muita gente incorporou a palavra ao batismo.
E você sabe de onde veio esta baderna toda?
É sempre bom relembrar que era graça de mulher, evidentemente. Tudo começou com Marietta. A nega veio da Itália e aqui fez história e barulho. Virou coleção-agito da editora Conrad (SP) na sua melhor fase. Que bela editora foi esta jovem senhora!

A coleção de livros “Baderna” que, aliás, revela de onde veio tudo isso aí chamado protesto de rua que a gente sabe que é lindo mas é tão novo quanto o mais velho sindicato do parque industrial inglês ou de São Paulo. Mais velho inclusive do que os partidos políticos.

E chega de bagunçar o coreto, velho cronista de costumes rococós, vamos ao que interessa. Agora uma lista, revista e ampliada, de dez mulheres porretas que mudaram o Brasil. O pretexto para a relembrança, óbvio, é a senhorita Baderna como cabeça de chapa de uma velhíssima revolta:

- Marietta Baderna – Tão linda e disposta que o eu sobrenome deu origem à palavra baderna e virou sinônimo de agitação e vadiagem. Era uma bailarina italiana que reinou no Rio por volta de 1850.

- Bárbara de Alencar – Primeira presa política do Brasil. A revolucionária do Crato se engajou, com os filhos, que estudavam no Recife, na Revolução pernambucana de 1817 e na Confederação do Equador.

-Patrícia Galvão, Pagu – Já aos 15 anos, nos anos 20, a jornalista e escritora paulista mostrou ao que veio. Escrevia textos comuno-anarquistas e andava na contramão das modinhas de fêmea.

- Dadá – A entrada de mulheres no bando de Lampião já foi uma quebradeira geral nos tabus. A macharada temia que o grupo ficasse fraco e vulnerável. Muito pelo contrário. Sérgia, vulgo Dadá, mulher de Corisco, foi a única que pegou em armas e revelou-se mais corajosa que a maioria dos homens.

- Luz Del Fuego- Linda como todas as mulheres da terra de Roberto Carlos e Sergio Sampaio, a artista Dora Vivacqua honrou o pseudônimo. Ergueu a bandeira do naturismo –todo mundo nu!, bradava em todos os lugares- e zelou pela causa das vadias até a morte, em 1967.

- Leila Diniz – Bagunçar o coreto era com ela. O Rio dos 60 e 70 que nos diga. Toda mulher é assim meio Leila Diniz, como canta a Rita Lee? –outra que já sacudiu os costumes.

- Clarice Lispector – Carece falar dessa ucraniana? Melhor a gente abrir os seus livros mais uma vez e pronto.

- Rê Bordosa – A imortal personagem de Angeli que saiu das páginas da “Chiclete com Banana”, na SP dos anos 1980, para entrar na história das libertárias da porralouquice.

-Margarida Maria Alves – No comando do sindicato dos trabalhadores rurais de Alagoa Grande, no interior da Paraíba, enfrentou o que muito “cabra macho” não tinha coragem. Brutalmente assassinada pelos coronéis do campo em 1983, aos 50 anos.

- Dercy Gonçalves – Pelo conjunto de uma obra de escrachos. Um poema sujo de saias. Fluminense da cidade de Santa Maria Madalena, morreu no Rio, em 2008, com 103 anos.

- Hilda Hilst – Outra moça do interior nada comportada. Nasceu em Jaú (SP), em 1930, e morreu em Campinas, em 2004. Gênia da escrita. Na ficção, na poesia, na crônica e no teatro. Todo homem tem que pagar pau para ela, como se diz no City Bar campineiro.
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